Dra. Milene Barbosa Couto

A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete a memória, o raciocínio e habilidades motoras, prejudicando assim a capacidade de realizar atividades diárias. Com o avanço da doença, os desafios aumentam tanto para o paciente quanto para seus familiares.

Qual Médico devo procurar para investigar Alzheimer?

As queixas de memórias são muito frequentes com o decorrer da idade e vão requerer uma atenção do médico para investigação. 

É muito importante uma investigação inicial e detalhada. O tratamento apesar de não ser curativo em alguns casos, pode postergar o declínio cognitivo. 

O acompanhamento Geriátrico é importante para identificar processo demencial inicial, e a Dra Milene B. Couto pode te ajudar.

A Dra. Milene é especialista em médica do idoso, formada pela Universidade Federal de Juíz de Fora, campus Governador Valadares. Iniciou sua carreira médica atuando na cidade de Pouso Alegre-MG onde trabalhou por um pouco mais de 1 ano. 

Trabalha hoje na cidade de Barbacena-MG, onde iniciou os trabalhos na região como Médica atuando na Estratégia de Saúde da Família, área na qual a aproximou da Geriatria.

A Dra. Milene B. Couto realiza atendimento Geriátrico, sendo uma consulta mais detalhada, realizando protocolo chamado AGA (AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA), com o objetivo de identificar precocemente doenças e prevenir eventos desfavoráveis, assim preservando funcionalidade do idoso.  

Médica formada pela UFJF, realizando atendimentos Médico Geral e em Geriatria, em consultório e domicílio, tendo como objetivo o envelhecimento saudável nos 50+, identificando precocemente doenças e o risco de fragilidade futura e, com isso prevenindo eventos desfavoráveis, preservando a sua funcionalidade, autonomia e independência.

Veja Depoimentos no Google sobre o atendimento com a Dra. Milene

Do Diagnóstico ao Cuidado Diário: O Que Esperar em Cada Estágio do Alzheimer

1. Estágio Inicial (Leve)

Os primeiros sinais da Doença de Alzheimer podem ser vagos, e normalmente essa fase tem a duração de 2 a 3 anos.

Costumamos observar pequenos esquecimentos, como nomes ou compromissos recentes, que antes eram facilmente lembrados.

É comum ocorrerem mudanças sutis de humor e comportamento, bem como a perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas e frequentemente praticadas.

Os sintomas podem evoluir gradualmente com prejuízos mais sérios das funções cognição: como julgamento, raciocínio e habilidades visuo-espaciais. Levando a perda da autonomia e capacidade decisória.

Intervenção:

  • Estimulação cognitiva com jogos de memória, leitura e música;
  • Exercícios físicos leves para manutenção da mobilidade e da saúde cardiovascular;
  • Acompanhamento médico para monitoramento da evolução da doença;
  • Uso de lembretes visuais e alarmes para auxiliar na rotina.

Como a família pode lidar:

  • Incentivar a independência do idoso sempre que possível;
  • Criar uma rotina estruturada e previsível;
  • Demonstrar paciência e evitar repreensões por esquecimentos;
  • Usar agendas, lembretes em papel e dispositivos eletrônicos para reforço da memória.
  • Estrutura familiar: esteja sempre em conversa com seus familiares sobre o plano de acompanhamento/ tratamento. Busque ajuda a uma equipe especializada.
DEMÊNCIA

2. Estágio Intermediário (Moderado)

Esse estágio pode se estender de 2 a 10 anos, com a progressão da Doença de Alzheimer, os esquecimentos tornam-se mais frequentes, ainda ocorre dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como se vestir ou cozinhar, atividades que antes desempenhava sem esforço.

O paciente começa a ter dificuldade na fala ou de compreender a linguagem falada ou escrita. Ainda apresenta dificuldade de nomear objetos e na forma de expressar ideias e palavras. Poderá ainda ter incapacidade de executar movimentos coordenados.

Alterações comportamentais também podem surgir, manifestando-se por episódios de agitação, delírios, agressividade e quadros de depressão.

Intervenção:

  • Supervisão mais próxima para evitar riscos;
  • Adaptação do ambiente para segurança (remoção de tapetes, proteção em escadas);
  • Terapia ocupacional para estimular habilidades remanescentes;
  • Atividades lúdicas como pintura, jardinagem e música;
  • Introdução de cuidadores profissionais se necessário.

Como a família pode lidar:

  • Evitar confrontos e discussões quando houver delírios ou confusão;
  • Manter um tom de voz calmo e transmitir segurança;
  • Planejar momentos de descanso para o cuidador principal;
  • No fim do dia, antes do escurecer, ligue as luzes e deixe o ambiente claro, isso evitará a agitação no fim do dia (fenômeno chamado Síndrome do Pôr do Sol)
  • Buscar apoio emocional e converse sempre com o médico sobre as possibilidades de intervenções no momento adequado.

3. Estágio Avançado (Grave)

Na fase mais avançada da Doença de Alzheimer, que pode durar entre 8 a 12 anos, ocorre uma perda severa da memória, acompanhada pela incapacidade de reconhecer pessoas próximas, incluindo familiares e amigos íntimos.

A pessoa passa a depender totalmente de cuidados para alimentação, higiene pessoal e locomoção. Nessa etapa, também é comum a presença de fraqueza muscular, aumentando o risco de quedas e favorecendo infecções recorrentes.

O paciente passa a depender totalmente do familiar para cuidados, apresentando ainda alteração do ciclo sono-vigília, com piora das alterações de comportamentos e sintomas psicóticos.

Além disso, há uma maior propensão a complicações graves, como pneumonia e desnutrição, exigindo cuidados especializados e contínuos.

Intervenção:

  • Cuidados paliativos para garantir conforto e bem-estar;
  • Fisioterapia para prevenir atrofia muscular;
  • Estímulos sensoriais como toque, música e aromaterapia;
  • Hidratação e nutrição adequadas, muitas vezes com suporte especializado;
  • Monitoramento constante por equipe médica e cuidadores.

Como a família pode lidar:

  • Demonstrar carinho e presença mesmo que o idoso não reconheça;
  • Respeitar sinais de desconforto e buscar alívio para possíveis dores;
  • Garantir um ambiente calmo e livre de estresse;
  • Considerar apoio profissional para melhor qualidade de vida do idoso e do cuidador.

A quem o Alzheimer pode afetar? Existe predisposição genética?

ALZHEIMER GENÉTICA

Sim, a genética pode ter um papel importante. Estudos mostram que:

Ter um parente de primeiro grau (pais ou irmãos) com Alzheimer aumenta de 2 a 3 vezes o risco de desenvolver a doença. Existe um risco de 30% maior se houver parente de primeiro grau afetado.

A presença de determinadas variantes genéticas, como a APOE-e4, está associada a maior risco, mas não determina que a pessoa necessariamente terá a doença.

Fatores ambientais e de estilo de vida também são fundamentais, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, hipertensão e diabetes.

Apesar da predisposição genética, a maioria dos casos de Alzheimer são esporádicos, sem herança direta.

A importância do acompanhamento médico e do planejamento dos cuidados

O acompanhamento contínuo com equipe médica e multiprofissional é crucial para: Ajustar medicações, monitorar evolução da doença e orientar sobre cuidados paliativos.

Os Cuidados paliativos são indispensáveis nas fases mais avançadas, focando no conforto, alívio da dor e qualidade de vida. Esse tipo de cuidado não significa “desistir”, mas sim garantir dignidade e bem-estar até o fim da vida.

É fundamental que as decisões sobre os cuidados sejam conversadas com a família, sempre respeitando os valores e desejos do paciente.

O Papel da Família no Cuidado com o Alzheimer

Além de auxiliar nas atividades cotidianas, a presença da família proporciona segurança afetiva, reduz o risco de isolamento social e contribui para a manutenção das funções cognitivas e emocionais do idoso. A paciência, o respeito aos limites e o acolhimento são essenciais, especialmente diante das mudanças de comportamento comuns na demência.

Conversar sobre prognóstico e cuidados futuros

Embora seja um tema delicado, é fundamental que a família esteja aberta ao diálogo sobre o prognóstico da doença. A evolução da demência é progressiva e, com o tempo, a pessoa pode perder a capacidade de tomar decisões sobre sua própria vida.

Por isso, é importante, sempre que possível, conversar com o idoso nos estágios iniciais, respeitando sua vontade e autonomia, sobre:

  • Preferências de cuidados e tratamentos.
  • Desejos relacionados ao local de cuidado (em casa, instituições especializadas).
  • Questões relativas à finitude, incluindo cuidados paliativos e limitações terapêuticas.

Esse diálogo, realizado com sensibilidade e respeito, permite que as decisões futuras sejam mais alinhadas aos valores e desejos do paciente, evitando conflitos familiares e garantindo que o cuidado seja centrado na pessoa.

alzheimer

Conclusão

A progressão do Alzheimer pode ser desafiadora, mas com intervenções adequadas e suporte adequado, é possível oferecer mais qualidade de vida ao idoso e sua família. O papel dos familiares é fundamental em todas as fases, seja para estimular a autonomia no início, oferecer suporte no estágio moderado ou proporcionar conforto no estágio avançado.

Buscar informação, apoio profissional e cuidar também da saúde emocional dos cuidadores é essencial para enfrentar essa jornada com mais serenidade.

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FONTES:

https://www.scielo.br/j/rprs/a/LNQzKPVKxLSsjbTnBCps4XM/?format=pdf

https://www.scielo.br/j/qn/a/6QpByS45Z7qYdBDtD5MTNcP

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